Simon elogia Dilma por não dar cargo a Cunha

BRASÍLIA – Apontando como da ala “independente” do PMDB, o senador Pedro Simon (RS) fez um pronunciamento nesta sexta-feira, 11, muito inflamado em defesa da postura de Dilma Rousseff em seus primeiros dias como presidente. A fala de Simon foi feita em aparte ao líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).

Eduardo Bresciani ,

11 de fevereiro de 2011 | 12h56

 

Simon chegou a chamar Dilma de “irmã” ao elogiá-la por sua postura firme com subordinados. O senador destacou alguns posicionamentos adotados pela nova presidente e disse ver que o padrão do governo dela é de “correção”.

 

O senador gaúcho elogiou a postura da presidente na troca de comanda em Furnas, que era administrada por um indicado do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Existiam suspeitas de corrupção na estatal. “Quando ela rejeitou, não vamos citar nomes, a indicação do deputado do Rio envolvido naquele caso, nota mil para ela. Mostrou categoria, mostrou um estado de firmeza que realmente é importante”.

 

Simon afirmou que o “perigo” para Dilma podem ser indicações feitas por partidos aliados. Ele questionou porque partidos, como o próprio PMDB, teriam interesse em nomear aliados para cargos como direção de fundos de pensão.

 

“Qual é o aspecto ideológico, político, do fundo de pensão? O fundo de pensão é muito importante, porque é uma montanha de dinheiro, e eu, como chefe do fundo de pensão, posso estar em condições até honestas, decentes, dignas. São quatro pessoas que se apresentam para eu aplicar o fundo, então, nas mesmas condições, eu escolho essa ou escolho essa. Mas, atrás disso, pode haver atos diferentes”, disse.

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