Simon diz que não se intimidou diante de Renan e Collor

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse hoje que não ficou intimidado com os discursos feitos ontem pelos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL), em defesa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Ontem, os dois senadores alagoanos trocaram acusações com Simon, enquanto o parlamentar gaúcho discursava pela renúncia de José Sarney do comando da Casa. "Não me intimidei, senti pena. Fiquei preocupado com aquele ar de revolta, de angustia, ele veio impetuoso. Parecia o Collor presidente da República. Ontem, ele voltou a ser o que era. Fiquei angustiado com os olhos dele", disse Simon, quando questionado sobre a reação do ex-presidente da República Fernando Collor, que, visivelmente irritado, chegou a dizer a Simon que "engolisse as palavras", quando o gaúcho citou um evento de sua trajetória política.

CAROL PIRES, Agencia Estado

04 de agosto de 2009 | 17h46

Simon garante que continuará insistindo pela renúncia de Sarney do comando do Senado, mas avalia que, depois da ofensiva promovida pelos senadores aliados ao presidente, o cenário de embate ficará mais acirrado entre os senadores. O senador gaúcho contou que alguns colegas, espantados com a reação agressiva de Fernando Collor, o questionaram se ele não teria sentido medo de que o senador alagoano o agredisse fisicamente, a exemplo do que fez seu pai, Arnon de Mello, na década de 60, quando matou com um tiro no peito o senador José Kairala, em plenário.

Segundo registros, Arnon Mello tentou acertar um desafeto político seu, o senador Silvestre Péricles, mas acertou, por engano, Kairala, que estava logo atrás. "Fiquei com medo do olhar dele, mas na hora não me lembrei deste episódio, não tive medo. Mas o pai dele errou porque estava numa distância maior. Ontem, na distância que ele estava de mim, eu não teria chance de sobreviver", ironizou Simon.

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