FOTO: DIDA SAMPAIO
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Simon diz que continuará pedindo renúncia de Sarney

Senador antecipou que pedirá saída de Sarney da presidência antes da próxima reunião do Conselho de Ética

CAROL PIRES, Agencia Estado

03 de agosto de 2009 | 16h51

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse hoje que continuará pedindo a renúncia de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado. Simon afirmou que não será intimidado pelo PMDB, que divulgou nota este fim de semana pedindo para que os dissidentes deixem o partido "o quanto antes". "Se eles querem que eu saia, que me expulsem", afirmou o peemedebista gaúcho à Agência Estado.

O senador antecipou que pedirá que Sarney saia da presidência antes da próxima reunião do Conselho de Ética, marcada para esta quarta-feira. "Se ele deixar a presidência até amanhã, ainda sairá com grandeza, porque sairá para apaziguar a crise. Mas, depois disso, tudo ficará imprevisível", disse.

O parlamentar do Rio Grande do Sul tentou trocar a ordem de inscrição com outros senadores, para que discursasse na sessão plenária não-deliberativa de hoje - a primeira depois do recesso parlamentar - enquanto José Sarney presidia a sessão. "Normalmente nós senadores trocamos quando um precisa falar antes, mas hoje ninguém quis trocar comigo, e quando estava chegando a minha vez, Sarney entregou a presidência ao senador Mão Santa, terceiro-secretário da Mesa Diretora, e deixou o plenário", contou Simon.

Ele também antecipou que deve criticar, durante o discurso iniciado na tarde de hoje, a nota do PMDB, que pede aos senadores críticos ao partido que abandonem a legenda com a garantia de que não perderão os mandatos. "Esse é o estilo deles, é o estilo do vale tudo. Mas não me importo. Continuarei no partido, eles que me expulsem se quiserem", afirmou.

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