Simon dá prazo para Suassuna deixar liderança do PMDB

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) deu prazo até a próxima segunda-feira para que Ney Suassuna (PMDB-PB), denunciado nesta quinta-feira, 10, pela CPI dos Sanguessugas, deixe o posto de líder do partido no Senado. Caso contrário, Simon disse que fará um discurso no plenário pedindo que Suassuna se afaste do partido, para não continuar constrangendo seus filiados. Para Simon, o fato de estar enquadrado na lista de parlamentares ameaçados de perder o mandato é motivo de sobra para Suassuna renunciar à liderança. "Com a divulgação do relatório da CPI, ele perdeu as condições de continuar no cargo", disse. Simon disse ter esperança de que não terá de pedir o afastamento do colega: "Peço a Deus que ele faça por conta própria". Ele frisou que o afastamento do posto de líder não significará o reconhecimento da culpa. "Será um gesto de grandeza, de quem dispõe de condições para se defender", disse. Simon lembrou que já há alguns dias vem insistindo na necessidade dele deixar o partido e até agora não adiantou nada. "Ele não falou nada e eu não insisti", contou. No entender de Simon, o procedimento de Suassuna é questionável desde que, como líder do partido no Senado, indicou os membros para a CPI dos Sanguessugas que seriam os encarregados de analisar denúncias existentes contra ele e outros parlamentares. Lembrou que o fato chegou a lançar suspeitas, não confirmadas, sobre a atitude do senador Amir Lando (PMDB-RO), relator da comissão. Wellington SalgadoEm relação ao outro peemedebista da CPI, Wellington Salgado (PMDB-MG), que ocupou a vaga aberta com a ida de Hélio Costa para o Ministério das Comunicações, Simon entende que ele não deveria estar na comissão. "Ele (Wellington) está lá prestando serviço, como suplente de um ministro, não deveria estar numa CPI", alegou. O senador criticou ainda o fato de Wellington ter sido o único parlamentar que rejeitou o relatório da comissão, composta por representantes de oito partidos. No seu entender, a saída de Suassuna da liderança reduzirá os estragos no PMDB causados pela investigação da venda superfaturada de ambulâncias. Alegou que o fato se junta ao outro desgaste causado pela decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), de José Sarney (AP) e do próprio Suassuna de impedir o partido de ter candidato próprio à presidência e de "estarem misturados com o governo".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.