Simbolismo da posse não pode ser negado, diz ministra

A ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, afirmou que o simbolismo de Joaquim Barbosa ser o primeiro negro a assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) não pode ser negado. Ela destacou que o fato de o País ter uma presidente mulher e um negro chefiando a mais alta corte é retrato de um "novo Brasil".

EDUARDO BRESCIANI E RICARDO BRITO, Agência Estado

22 de novembro de 2012 | 16h13

"É efetivamente um novo Brasil, que se abre para a diversidade, para a possibilidade de realização de talentos em qualquer classe social, qualquer grupo racial. Foi nesse sentido que trabalhamos ao longo últimas décadas no Brasil", disse a ministra.

Questionada sobre a resistência de Barbosa em vincular sua posse à questão racial, ela disse concordar, mas afirmou haver um simbolismo nesse ato. "Acho que ele tem razão, de que não é o que deve ser ressaltado em primeiro lugar, mas, sem dúvida, o simbolismo desse momento para um país que se reconheceu como racista há tão pouco tempo não pode ser negado", afirmou Luiza Bairros.

Com 20 minutos de atraso, a solenidade de posse do ministro Joaquim Barbosa na presidência do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) começou na tarde desta quinta-feira (22). A presidente da República, Dilma Rousseff, já chegou ao plenário do tribunal, tendo sido recepcionada na entrada do prédio por Joaquim Barbosa. O hino nacional foi executado pelo bandolinista brasiliense Hamilton de Holanda. A solenidade será presidida pelo decano da Corte, Celso de Mello.

Estão presentes à solenidade os presidentes do Senado e do Congresso, respectivamente José Sarney (PMDB-AP) e Marco Maia (PT-RS), ministros de Estado e do Poder Judiciário e outras autoridades. Cinco governadores também compareceram ao ato: Antonio Anastasia (Minas Gerais), Geraldo Alckmin (São Paulo), Jaques Wagner (Bahia), Ricardo Coutinho (Paraíba) e Agnelo Queiroz (Distrito Federal). Entre os artistas, estão presentes o ator Lázaro Ramos e sua mulher, a também atriz Thaís Araújo, e o cantor e compositor Martinho da Vila.

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