Silas Malafaia organiza manifestação contra o casamento gay em Brasília

Protesto será no dia 5 de junho e deve contar com a participação do deputado Marco Feliciano

Isadora Peron, de O Estado de S. Paulo,

16 Abril 2013 | 17h49

SÃO PAULO - O pastor Silas Malafaia está organizando, com a ajuda de outros líderes evangélicos, uma manifestação em Brasília contra o casamento gay e a favor da família tradicional. Pelo Twitter, ele convidou os fiéis a montarem caravanas para participar do evento marcado para 5 de junho.

"Participe da manifestação em Brasília em favor da liberdade religiosa, de expressão, vida e família tradicional!", escreveu no seu perfil no microblog.

Além de se posicionarem contra o casamento gay, os manifestantes vão protestar contra a legalização do aborto e a aprovação do Projeto de Lei 122, que criminaliza a homofobia. O evangélicos veem o PL como uma ameaça ao direito de “liberdade de expressão”.

Segundo Malafaia, a manifestação não é um ato de apoio ao deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que vem sofrendo pressão para deixar a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Feliciano, no entanto, é presença confirmada no evento, que pretende reunir mais de 30 mil pessoas em frente ao Congresso Nacional.

Malafaia é um dos maiores defensores da permanência do deputado na presidência do colegiado. "Eu tenho dito que quanto mais tempo perderem com o Marco Feliciano, maior será a bancada evangélica no ano que vem", afirmou. O deputado é acusado de fazer declarações racistas e homofóbicas, mas, para Malafaia, os protestos contra Feliciano ocorrem por preconceito religioso, pois ele é evangélico.

"Não vai ser um ato a favor do Marco Feliciano. Vai ser uma manifestação sobre aquilo que nós cremos como nossos princípios. Fizeram tanta propaganda com a Daniela Mercury, casamento gay, então nós estamos no lado contrário, não somos politicamente correto. Nós vamos mostrar que somos a favor da família tradicional", disse Malafaia.

Há duas semanas, a cantora baiana assumiu publicamente o seu relacionamento com uma mulher e aproveitou para criticar a escolha de Feliciano para a Comissão do Direitos Humanos.

 

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