Sigla vai 'se esfacelar nos Estados'

A expectativa é de que convencionais de pelo menos nove Estados votem pelo rompimento da aliança. "O PMDB pode manter a aliança, mas vai se esfacelar nos Estados. Vai meio a meio", diz o líder da sigla na Câmara, Eduardo Cunha, que comanda os aliados rebeldes no Congresso.

O Estado de S.Paulo

08 Junho 2014 | 02h02

O caso mais crítico é o do Ceará, onde o senador peemedebista Eunício Oliveira pleiteia apoio do PT para concorrer ao governo do Estado. Embora Lula tenha conversado com o cearense, sinalizando até que aparecerá a seu lado no programa eleitoral, petistas resistem ao nome. Do outro lado, a presidente Dilma Rousseff se vê na obrigação de apoiar o candidato do PROS indicado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes, numa demonstração de gratidão pelo desembarque da dupla do PSB do adversário Eduardo Campos.

Outro Estado que terá grande dissidência entre os convencionados será o Rio de Janeiro. A insistência do senador petista Lindbergh Farias em disputar o governo estadual contra Luiz Fernando Pezão dividiu o PMDB fluminense e desencadeou o movimento de peemedebistas em apoio à candidatura do senador tucano Aécio Neves, criando o "Aezão" - voto em Pezão e Aécio.

Em Goiás, após indefinição do nome peemedebista para o governo, o PT decidiu lançar o ex-prefeito de Anápolis, Antônio Gomide. O diretório regional do PMDB trabalha com a candidatura de Iris Rezende, ex-governador.

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