Sigilo telefônico de Eduardo Jorge pode ser quebrado

Os procuradores da República Alexandre Camanho e Luiz Francisco de Souza examinarão na segunda-feira se entrarão com um recurso para obter da Justiça a autorização para quebrar também o sigilo telefônico do ex-secretário-geral da presidência Eduardo Jorge Caldas Pereira, de 39 acusados e de nove empresas ligadas, de alguma forma, a ele. O juiz da 10ª Vara da Justiça Federal, Ronaldo Desterro, atendeu, parcialmente, ao pedido dos procuradores, na quarta-feira.O juiz rejeitou o pedido de quebra de sigilo telefônico, reduziu de oito para dois anos o período da quebra do sigilo bancário e decidiu que a medida atingirá, unicamente, as empresas e sete acusados. Entre eles, a mulher do ex-secretário, Lídice Coelho, e três dos irmãos dele. Desterro deu um prazo de 30 dias para o Banco Central tornar disponíveis as informações.Tiveram as contas preservadas, entre outros, o ex-presidente do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil Jair Bilachi e o ex-diretor do banco Ricardo Sérgio de Oliveira. Também na próxima semana, o advogado de Jorge, José Gerardo Grossi, entrará com um recurso no Tribunal Regional Federal (TRF) para cassar a autorização do juiz. Segundo Grossi, a denúncias assinadas por Camanho e Souza apresentam inúmeras "falhas e descuidos". O advogado alega ainda que o ex-secretário nunca se negou a entregar documentos e dados pedidos pelo Ministério Público.

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