'Sigilo não se confunde com ausência de controle', diz Félix

Em depoimento à CPI dos Cartões, general defende o sigilo de gastos que revelem as rotinas do presidente

Da Redação,

08 de abril de 2008 | 10h52

"Sigilo não se confunde com ausência de controle. A prestação de contas [de gastos sigilosos] é a mesma dos outros gastos. O que nós fazemos é não divulgar o tipo de gasto", afirmou o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Armando Félix. O general fala nesta terça-feira, 8, aos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista dos Cartões Corporativos sobre a possibilidade de abertura das contas consideradas sigilosas da Presidência da República com cartões corporativos.   Veja Também:   PF abre inquérito para apurar vazamento de dados de FHC Decisão da PF de investigar dossiê é uma farsa, diz Virgílio Garibaldi deve instalar CPI dos Cartões no Senado amanhã Dilma anuncia auditoria e fala em ação da PF sobre vazamento Entenda o que é e como funciona o ITI Dossiê com dados do ex-presidente FHC  Entenda a crise dos cartões corporativos  Forúm: Quem ganha e quem perde com a CPI? Oposição vai questionar Dilma sobre dossiê contra FHC em comissão   Ao ser questionado sobre os gastos que seriam essenciais de serem preservados, Félix respondeu que todos aqueles "que revelem rotinas, quantidade de pessoas, tipos de comportamentos e que possam levar a conclusões que afetem a segurança".   "Temos responsabilidades, se nós tivermos que exagerar para um lado será o de proporcionar o maior grau de segurança possível. Temos que raciocinar sempre com a pior hipótese", enfatizou o general. Segundo ele, a responsabilidade do gabinete é "institucional" e deve proporcionar ao ocupante do cargo, seja ele quem for, o maior grau de segurança. Félix afirmou que o bom senso utilizado pelo gabinete é adaptado à personalidade de quem ocupa a chefia do Estado no momento.   No início de sua apresentação, o ministro detalhou aos parlamentares os procedimentos adotados por sua pasta visando garantir a segurança do presidente e do vice-presidente da República e de seus familiares e das demais autoridades do Executivo.   Para esta terça-feira também está previsto o depoimento do ministro do Esporte, Orlando Silva, que deverá esclarecer denúncias de uso irregular do cartão corporativo. A ex-ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, e o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, devem depor na quarta-feira.   Depois, será a vez do ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, e do ex-ministro do Gabinete da Segurança Institucional da Presidência no governo Fernando Henrique Cardoso Alberto Cardoso, na quinta-feira.

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