Siamesas brasileiras têm 90% de chances de sobreviver

As gêmeas siamesas que nasceram quinta-feria em Brasília têm 90% de chances de sobreviver a uma cirurgia para separar os corpos, disse nesta sexta-feira o chefe do berçário do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o pediatra Márcio Morem. Elas estão bem de saúde e recebendo leite materno em copos. Elas nasceram ligadas pelo fígado, mas cada uma tem o órgão próprio.Numa avaliação preliminar, o médico diz que os riscos da cirurgia de separação são os mesmos de qualquer operação, como por exemplo, uma infecção. A extensão da ligação dos fígados está sendo investigada através de exames. Dependendo do resultado e de vaga na Unidade de Terapia Intensiva será marcada a data da cirurgia, que deve ocorrer no Hospital de Base. ?Este é o tipo de operação que não pode ser feita com pressa?, disse Morem.As meninas nasceram prematuras, com pouco mais de 36 semanas. A mãe das meninas, Maria José da Silva continua em recuperação no Hospital Regional de Taguatinga onde deu à luz. O pai, Francisco das Chagas da Silva Santos, está desempregado e se desesperou quando soube da situação das filhas, mas agora se diz mais tranqüilo. ?A gente precisa ter fé em Deus, levantar a cabeça e torcer para que dê tudo certo?.Ele aproveitou o assédio da imprensa para pedir doações de fraudas, roupas e alimentos para cuidar das meninas e do outro filho de um ano e sete meses. O família mora em Samambaia, uma área pobre do Distrito Federal.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.