Setor nos EUA vive crise sem precedentes

A imprensa americana enfrenta uma crise sem precedentes, que põe em xeque o modelo de negócios do setor. O título de um dos painéis realizados na última reunião da SIP - A indústria jornalística norte-americana: à beira do precipício - ajuda a dar a linha da gravidade do cenário. "O consenso é de que a crise é muito grave", conta o diretor da sucursal do Estado no Rio, Marcelo Beraba, que participou do debate. O painel teve a participação de Earl Maucker, do Sun Sentinel, de Fort Lauderdale, na Flórida; Edward Seaton, da Seaton Newspapers, do Kansas; Liza Gross, membro da Fundação Interamericana de Mulheres na Imprensa; e Milton Coleman, do The Washington Post. Em documento oficial, a SIP registra que "a crise econômica e as mudanças tecnológicas na indústria de jornais nos Estados Unidos custaram os empregos de milhares de jornalistas e levaram ao fechamento de vários jornais importantes". A entidade preocupa-se "com a situação de enfraquecimento dos jornais, que pode afetar seriamente seu papel histórico como ?cão de guarda? do governo e da sociedade".DIGITAL O desafio de garantir a convivência do jornalismo impresso com a multiplicação das plataformas digitais guiou boa parte das discussões da reunião da SIP. Palestrante do encontro, o editor-chefe de Conteúdo Digital do Grupo Estado, Marco Chiaretti, falou da necessidade de integrar a produção jornalística nas plataformas impressa e digital. Um dos desafios é envolver os profissionais das redações nesse processo. "Se você quer integrar melhor, você precisa fazer com que o corpo da redação participe e entenda o resultado em termos de jornalismo".

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