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Setor do BC que fornece dinheiro aos bancos está em greve

Os funcionários do Departamento do Meio Circulante do Banco Central (Mecir-BC) no Rio, responsável pelo fornecimento de cédulas e moedas aos bancos, pararam hoje e prometem continuar parados amanhã em protesto contra a Reforma da Previdência e por um plano de cargos e salários para a instituição. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central, Sérgio Belsito, o cofre do Mecir não foi aberto no Rio, prejudicando a remessa que sairia da cidade, sede nacional do Departamento, para os demais Estados. Ele admite que o fato não chegou a provocar falta de dinheiro na economia, inclusive porque o Banco do Brasil fez parte da reposição que normalmente deveria ser feita pelo Banco Central."Hoje a paralisação do Mecir não afetou (a economia), mas houve redução da quantidade de dinheiro", disse. "Vamos ver como fica nos próximos dias. Amanhã (hoje) os funcionários do Rio vão decidir por quanto tempo vão ficar parados", afirmou. A mesa do mercado aberto, que também fica no Rio, por onde são feitas as negociações de títulos públicos, funcionou normalmente. A mesa de câmbio, em Brasília, também não foi afetada. De acordo com Belsito, todas as delegacias regionais do BC aderiram à paralisação de 24 horas hoje, com exceção de Brasília, sede da instituição, e Belo Horizonte, onde os funcionários optaram por fazer manifestações diárias, mas curtas. Está marcada uma manifestação nacional dos funcionários para a sexta-feira. Segundo Belsito, cerca de 800 funcionários dos 4,6 mil do BC vão deixar a instituição este ano para evitar as regras da reforma da Previdência. Destes, 120 já pediram demissão. Ele informou que o BC perdeu 2,8 mil funcionários na reforma previdenciária anterior, no governo Fernando Henrique, e a instituição não conseguiu repor os quadros. "Os funcionários novos que entraram estão saindo antes de completar o tempo de treinamento que é de cerca de quatro anos", disse, citando como exemplo que dos 12 procuradores que entraram no BC no último concurso, em 2001, seis já saíram. "Falta estímulo para a carreira", disse. Ele informou também que mais 1,5 mil funcionários devem deixar o banco nos próximos três anos.

Agencia Estado,

22 de julho de 2003 | 17h41

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