Setor de avião ainda é resistente a ANAC

As companhias aéreas e os sindicatos dos trabalhadores do setor prometem fazer mudanças substantivas no projeto de lei do governo federal que cria a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A proposta de licitação das novas linhas aéreas apresentada pelo governo federal transformou-se no centro da discórdia. Os presidentes da Varig, Ozires Silva, e da TAM, comandante Rolim Amaro, informaram hoje que este modelo não existe em nenhum lugar do mundo."A licitação impede a concorrência neste mercado", disse Silva. "Como poderia o governo fazer com que várias companhias aéreas ganhassem uma mesma licitação já que o princípio é de se ter apenas um vencedor?" Amaro também concorda com o presidente da Varig. "Isso não tem cabimento", disse o dono da TAM. A presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, acha que a venda de linhas aéreas trará problemas para a categoria.Outro ponto que a sindicalista acha importante é retirar do projeto do governo federal a parte do texto que possibilita terceirização de profissionais. Baggio lembra que a Petrobras utiliza o modelo que vem sendo alvo de críticas depois que a plataforma P-36 explodiu e afundou, na Bacia de Campos, o que provocou a morte de 11 petroleiros. "Não queremos que isso ocorra na aviação comercial brasileira", protestou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.