Sete prefeitos são presos pela Polícia Federal em ação no Piauí

Operação Geleira contou com a participação do Ministério Público e da CGU para apurar desvios de recursos públicos

Luciano Coelho, de O Estado de S. Paulo

19 de janeiro de 2011 | 23h00

TERESINA - Uma ação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União prendeu sete prefeitos, dois ex-prefeitos, assessores, secretários e ex-secretários, durante a Operação Geleira deflagrada, ontem, no Piauí. A PF cumpriu 84 mandados de busca e apreensão em 13 municípios. Ao todo, 30 pessoas foram presas, acusadas de participação num esquema de desvio de dinheiro público que chega a R$ 20 milhões.

 

A operação mobilizou mais de 300 agentes e 28 fiscais da CGU. Entre os presos estão os prefeitos Valdir Soares da Costa (PT), de Uruçuí, Joedison Alves Rodrigues (PTB), de Landri Sales, Isael Macedo Neto (PT), de Caracol, Teresinha de Jesus Miranda Dantas de Araújo (PSDB), de Eliseu Martins, Jorge de Araújo Costa (PTB), de Ribeira do Piauí, Bismarck de Arêa Leão (PTB), de Miguel Leão, e Domingos Bacelar de Carvalho (PMDB), do município de Porto.

 

Segundo informações do delegado regional de combate ao crime organizado da PF, Janderlyer Gomes de Lima, em dois anos, somente em três municípios, a quadrilha movimentou mais de R$ 5 milhões.

 

Esquema. De acordo com o delegado, os acusados usavam notas ficais frias de empresas fantasmas que atuavam como fornecedoras nos municípios, desviando recursos públicos destinados ao SUS e ao Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

 

O delegado informou ainda que todos os acusados responderão por crimes de sonegação fiscal, desvio de dinheiro público, apropriação de dinheiro público, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha ou bando.

 

Os agentes da PF cumpriram também mandado de busca e apreensão no gabinete da deputada estadual Ana Paula Linhares (PMDB). Ela é irmã de Chico Filho, ex-prefeito de Uruçuí, e ex-deputado estadual.

 

O delegado fez questão de explicar que não havia nada contra a deputada, mas o gabinete dela atuou para intermediar contatos quando Chico Filho era prefeito e a investigação acontece desde 2008.

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