Sete Brasil não tem contratos irregulares, diz presidente à CPI da Petrobrás

Em depoimento a parlamentares, Luiz Eduardo Guimarães Carneiro afirma que auditoria feita pela empresa não encontrou falhas

DAIENE CARDOSO, O Estado de S. Paulo

07 de maio de 2015 | 11h02

Atualizado às 18h10

Brasília - Em depoimento à CPI da Petrobrás nesta quinta-feira, 7, o presidente da Sete Brasil, Luiz Eduardo Guimarães Carneiro, disse que foram contratados escritórios de auditoria para averiguar todos os contratos da companhia logo que aconteceu a Operação Lava Jato. "A conclusão é que não foi encontrada nenhuma irregularidade nos contratos da Sete", declarou. Ele informou que o balanço da empresa foi aprovado pela PricewaterhouseCoopers (PwC).

A Sete Brasil foi constituída com diversos investidores, entre eles a Petrobrás e com recursos provenientes de fundos de pensão da Petros, Previ e Funcef, Valia. "A Sete é uma coisa real e está acontecendo, gerando milhares de empregos", destacou. Quando as investigações começaram, a empresa estava pronta para assinar contratos de financiamento com o BNDES e os valores seriam, segundo ele, superiores aos recursos do banco à Usina de Belo Monte. Até o momento, nenhum aporte financeiro à Sete foi feito pelo banco público.

Na oitiva, Carneiro disse que a companhia busca sua reestruturação para dar seguimento aos projetos. Ele, no entanto, admitiu que, desde novembro, a empresa não paga os estaleiros. Aos deputados, o executivo disse que ao assumir a Sete Brasil, há um ano, não imaginava que teria de lidar com uma investigação policial da envergadura da Lava Jato.

BNDES.O executivo explicou ainda que o plano de reestruturação financeira da companhia não se concentra apenas na expectativa de empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Não fincamos todas as esperanças no BNDES", afirmou aos deputados.

Carneiro espera que a Sete Brasil volte a operar plenamente no segundo semestre, a partir desse plano de reestruturação. Ele lembrou que 120 mil empregos estão envolvidos diretamente no projeto de construção de sondas de perfuração na área do pré-sal e que desde a Operação Lava Jato os estaleiros passam por dificuldades financeiras. Mesmo com a crise no setor, Carneiro afirmou que o País tem grande potencial offshore e tende a produzir empregos "por muito tempo" no Brasil.

O presidente da Sete Brasil declarou que sua escolha aconteceu após indicação de uma lista tríplice apresentada pela Petrobrás, uma das acionárias da companhia. De acordo com ele, sua experiência na área de operação de sondas foi decisiva para que a ex-presidente da Petrobrás, Graça Foster, sugerisse seu nome entre os três indicados para o cargo. Carneiro negou que sua passagem pela OGX tenha contribuído para sua nomeação na companhia.

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