Roque de Sá|Agência Senado
Roque de Sá|Agência Senado

Sessão para julgar contas de Dilma tem bate-boca

Parlamentares da Comissão Mista de Orçamento não conseguiram votar parecer pela aprovação com ressalvas das contas do governo em 2014

Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

09 de março de 2016 | 13h52

Brasília - A sessão da Comissão Mista de Orçamento (CMO) em que seria julgado o parecer pela aprovação com ressalvas das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff, nesta quarta-feira, 9, foi palco de provocações e bate-boca entre parlamentares governistas e de oposição. A Polícia Legislativa teve que intervir para evitar agressão entre deputados.

Governistas tentaram correr com a sessão para que fosse possível apreciar o parecer. Eles querem aproveitar a atual composição do colegiado que garante maioria de parlamentares aliados para realizar a votação. A intenção desses deputados e senadores é aprovar o texto e usar isso como argumento para enfraquecer o discurso da oposição e os fundamentos do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. No ano passado, o Tribunal de Contas da União recomendou a rejeição das contas da presidente em 2014, mas o parecer do Congresso é pela aprovação com ressalvas.

O bate-boca durante a sessão se estendeu até depois de o vice-presidente do colegiado, Jaime Martins (PSD-MG), que comandava a reunião, decidir suspendê-la para que fosse retomada ainda nesta tarde, às 15h.

Os deputados Izalci (PSDB-DF) e Domingos Sávio (PSDB-MG) chamaram o governo de "quadrilha" e "organização criminosa".

"Parte da quadrilha já está presa", disse Domingos Sávio. "Queremos que o Brasil fique livre desta quadrilha".

"Não vai ofender ninguém. Não fala mais isso", afirmou Paulo Pimenta (PT-RS).

"Quadrilha é você. Vocês roubaram Minas Gerais 20 anos", disse Zé Geraldo (PT-PA).

O bate-boca voltou quando Izalci concedia entrevista.

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