Andre Boccato/Gazeta de Araçariguama/AE
Andre Boccato/Gazeta de Araçariguama/AE

Sessão na Câmara de Araçariguama-SP tem cassação e pancadria

Marido da vereadora cassada, ex-prefeito invadiu o plenário para agredir o presidente da mesa

José Maria Tomazela, de O Estado de S.Paulo,

13 de junho de 2011 | 14h46

SOROCABA - A Câmara de Araçariguama, a 45 quilômetros de São Paulo, cassou por 7 votos a 1 o mandado da vereadora Liliana Medeiros Aymar (PPS), mulher do ex-prefeito da cidade, Carlos Aymar, no final da noite desta segunda-feira, 13. Antes da votação, o ex-prefeito invadiu o plenário pulando a mureta para agredir o presidente da mesa, vereador Milton da Costa (DEM). O tumulto se generalizou e a plateia arremessou cadeiras contra os vereadores. A pancadaria continuou do lado de fora, entre partidários do ex-prefeito e da atual administração. A Polícia Militar (PM) interveio, mas ninguém foi preso.

Liliana informou que vai entrar com pedido de liminar na Justiça para se manter no cargo. Ela é acusada de quebra de decoro por ter posto em dúvida a autenticidade de uma ata aprovada pelos vereadores que a obrigava a ceder seu gabinete para um colega. Para ocupar sua vaga, foi dada posse ao vereador Moacir de Godói (PPS). A sessão extraordinária havia sido iniciada no sábado, mas foi suspensa por falta de segurança. No final, apenas três vereadores se apresentaram para a votação, mas os faltantes foram substituídos por suplentes.

A vereadora alega que o processo foi irregular. "Nem eu nem meu advogado fomos convocados para a sessão com 24 horas de antecedência, como manda a lei." Hoje, ela tentou obter cópias do processo de cassação para dar entrada ao processo na Justiça, mas não conseguiu. "Tive de protocolar uma solicitação e sabe se lá quando eles vão entregar os documentos." O vereador Costa entrou com queixa na Polícia Civil contra o ex-prefeito e deve passar por exame de corpo de delito. Aymar afirmou que agiu para defender a honra da mulher, atacada pelos vereadores.

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