André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Sessão da Comissão do Impeachment é suspensa para votações no plenário

Os senadores devem retornar à comissão tão logo se encerrem as votações; de acordo com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o plenário deve apreciar nesta terça-feira, 5, duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC)

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2016 | 19h03

BRASÍLIA - Após ouvir os peritos do processo e a assistente técnica da acusação, que também apresentou um laudo sobre os atos de Dilma Rousseff, a Comissão Especial do Impeachment interrompeu a sessão dessa terça-feira, 5, para que os senadores pudessem participar das votações no plenário do Senado. 

Os senadores vão retornar tão logo se encerrem as votações. De acordo com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o plenário deve apreciar nesta terça-feira, 5, duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC), uma que disciplina a instituição de consórcio público de saúde e outra que fixa limite para despesas dos Legislativos e Tribunais de Contas estaduais. 

Na Comissão do Impeachment, durante o depoimento de Selene Peres Nunes, assistente da acusação, a senadora Gleisi Hoffmann indagou se a professora recebeu alguma quantia do PSDB para comparecer ao Senado, alegando que ela já participou de eventos organizados pelo partido.

"Não tenho nenhuma filiação partidária nem nunca tive. Sou servidora de carreira, atualmente licenciada. Aceitei, em colaboração com a Janaina e o professor Miguel Reale, prestar esse serviço gratuitamente, entendendo que é um dever cívico. Em relação à palestra realizada, eu lembro que, além de estar, em 2005, em evento do PSDB, eu estive, em 1999, no Mato Grosso do Sul, fazendo palestra também para o então Governador Zeca do PT", rebateu Selene. 

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