Sessão da CCJ é encerrada a pedido da oposição

PCdoB e PSOL pressionam para que quórum mínimo de 34 deputados seja atingido para abrir novo debate

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2017 | 10h53

BRASÍLIA - Inconformados com o quórum baixo entre os governistas, a oposição exigiu a abertura de novo painel de registro de presença na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para seguir a sessão de debates sobre a segunda denúncia da PGR contra o presidente Michel Temer. O pedido atrasará o andamento dos trabalhos na CCJ nesta quarta-feira, 18.

Com o pedido de partidos como PCdoB e PSOL, o presidente do colegiado, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), teve de encerrar a sessão e aguardar que o quórum mínimo de 34 deputados seja atingido para abrir nova sessão. Até o momento, menos de 20 deputados registraram presença no novo painel.

A CCJ convocou nesta manhã duas sessões: uma para votar rapidamente as emendas ao projeto de lei orçamentária de 2018 que serão encaminhadas à Comissão Mista de Orçamento (CMO) e outra para seguir na apreciação da denúncia.

A primeira sessão começou com uma hora de atraso, justamente por falta de quórum, e foi concluída com uma votação relâmpago. Na sequência, os oposicionistas reclamaram que a base aliada não está participando dos debates e exigiu a abertura de novo painel, ou seja, que os deputados que marcaram presença e saíram da comissão remarquem as presenças. "Viver é escolher prioridades. E a prioridade absoluta é a conclusão dos debates. Tem 10 deputados aqui. Aquele painel é uma farsa", disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), numa referência aos 48 deputados que apareciam no painel com presença confirmada.

Os líderes governistas reclamam que a oposição não está cumprindo o acordo de procedimentos firmado anteriormente para que não houvesse obstrução na apreciação da denúncia.

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