Sessão aberta depende da vontade de Renan, diz petista

Suplicy diz que sessão aberta para esta 4ª é difícil, mas se Renan pedir a sua bancada, pode haver consenso

11 Setembro 2007 | 18h02

Durante sessão no plenário do Senado nesta terça-feira, 11,  o senador Eduardo Suplicy (PT) disse que a sessão que definirá destino político do senador Renan Calheiros (PMDB)-marcado para esta quarta- poderá ser aberta,  caso o próprio Renan se manifestar com seu partido e chegar a um consenso.   Veja também: Renan pede voto por telefone e aliados temem reviravolta 'Torço para que decisão sobre Renan seja respeitada'  Veja especial do caso Renan   Planalto vê fim da linha para senador  Lobista ligado a Renan recebeu dólares em NY   "O consenso (para a sessão aberta) pode ser obtido se o próprio Renan manifestar ao seu partido, ao PMDB, que  avalie como próprio que a sessão se torne aberta. Ele (Renan) pode, inclusive, vir ao plenário e emitir sua reflexão a respeito", disse Suplicy nesta tarde.   Junto ao senador Delcídio Amaral, também do PT, Suplicy encaminhou na última segunda-feira projeto de resolução de sua autoria que altera dispositivo do Regimento Interno do Senado Federal (RISF) para permitir que a sessão de julgamento do processo de cassação por quebra de decoro contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, seja aberta.   "Esse projeto traz transparência, permite que todos (senadores) exponham suas posições e exercitem o contraditório e dá à opinião pública as condições necessárias para que também faça seu juízo de valor", argumentou. A proposta já tem o apoio de 41 senadores, mas, para valer, precisa ser aprovada antes do julgamento de Renan, marcado para as onze horas desta quarta-feira . O processo de votação continuaria secreto.   Prevendo que o projeto dos petistas não seja aprovado a tempo de valer para a sessão desta quarta, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR)também se manifestou.   "Sua proposta (para Delcídio) não prevalecerá para amanhã, já que precisaríamos do consenso de todas as bancadas. Não devemos vender nenhuma falsa esperança a população".   Ele anunciou da tribuna a apresentação de emenda constitucional que prevê votação aberta nos processos de cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar.   Último esforço   Em busca de apoio para salvar seu mandato, Renan reforçou nesta terça-feira o apelo aos colegas e está concluindo um documento de defesa, que será entregue aos senadores. Renan está telefonando a cada senador, para repetir que nada foi provado contra ele.   Ao chegar nesta tarde ao Congresso, Renan descartou a possibilidade de renunciar ao cargo ou pedir licença da presidência da Casa. "Qualquer coisa que diga respeito a licença ou renúncia não faz parte da minha personalidade', disse.   Renan lembrou que durante 120 dias "com sofrimento e com exposição da minha família venho lutando para provar minha inocência". E acrescentou: "Por isso, não tem sentido, absolutamente nenhum sentido que agora se faça isso (renúncia ou licença)."   Processo   Renan responde a processo por quebra de decoro parlamentar. Segundo denúncia, ele teria despesas pessoais pagas por um lobista ligado á construtora Mendes Junior.   Além desta, o presidente do Senado á alvo de mais três acusações: favorecimento à cervejaria Schincariol, dono oculto de duas emissoras de rádio em Alagoas e suposta participação em esquema de propina envolvendo membros do PMDB.  

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