Sérvios elegem presidente sob ameaça de protesto

O incumbente pró-Ocidental Boris Tadic e o direitista Tomislav Nikolic estavam empatados neste domingo em um tenso segundo turno eleitoral para a presidência da Sérvia e o direito de liderar a nação nas negociações para integrar a União Europeia.

ALEKSANDAR VASOVIC E MATT ROBINSON, REUTERS

20 Maio 2012 | 12h12

Em uma votação marcada por acusações de fraude feitas pela oposição, Tadic deve derrotar Nikolic pela terceira vez desde 2004, com a Sérvia livrando-se lentamente do legado de uma década de guerra e isolamento sob o governo do falecido homem-forte Slobodan Milosevic.

Uma vitória de Tadic manteria o poder firmemente nas mãos de seu Partido Democrata, que tenta formar uma nova coalizão governista para combater o desemprego e a estagnação econômica na ex-república iugoslava.

Mas alegações de fraude nas eleições parlamentares e no primeiro turno presidencial, feitas há duas semanas pela oposição, podem provocar um resultado inesperado ou lançar uma sombra sobre os resultados se Nikolic levar adiante a ameaça de convocar os seus simpatizantes às ruas.

"Desta vez estaremos prestando atenção a cada posto eleitoral", disse Nikolic depois de votar no localidade de Novi Beograd (Nova Belgrado), da capital Belgrado.

"A Sérvia não merece um presidente suspeito de roubar".

Autoridades eleitorais e monitores estrangeiros não encontraram provas dos 500.000 votos que Nikolic diz terem sido forjados nas eleições de 6 de maio. O Partido Democrata acusou-o de tentar incitar tumulto.

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