Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Servidores tentam amanhã greve contra reforma da Previdência

Enquanto o governo negocia no Congresso a aprovação das reformas, os servidores públicos iniciam a greve geral amanhã contra a reforma da Previdência. O governo aposta no esvaziamento da greve, apesar de seus interlocutores evitarem declarações públicas que possam ser entendidas como enfrentamento com o funcionalismo, tradicionalmente base eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT. Para o Palácio do Planalto, no entanto, o fato de o governo estar negociando separadamente com algumas categorias reivindicações antigas dos servidores, como questões salariais e planos de carreira, esfria o ímpeto de greve. Além disso, setores do sindicalismo, incluindo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), já negociam mudanças na proposta com parlamentares na Câmara, com o apoio do governo. Os sindicatos que aprovaram a greve querem o arquivamento da proposta de reforma do governo para depois negociar uma nova reforma previdenciária. Começa hoje o ciclo de audiências públicas nas assembléias legislativas nos quatro Estados onde a comissão especial de reforma da Previdência pretende discutir a proposta com servidores públicos e deputados estaduais. As audiências de hoje serão em Porto Alegre (pela manhã) e Campo Grande (à tarde). Além do grupo de parlamentares da comissão, incluindo o relator, José Pimentel (PT-CE), participarão o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), o líder do governo na Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), e o ministro Ricardo Berzoini (Previdência). Na semana que vem as audiências públicas serão em São Paulo e Rio de Janeiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.