Servidores serão investigados por atuação em campanha

A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP) vai investigar o uso de servidores do Senado nas campanhas de Aloizio Mercadante (PT), candidato ao governo de São Paulo, e de Romeu Tuma (PTB), candidato à reeleição no Senado. De acordo com o Ministério Público, os procuradores eleitorais auxiliares instauraram portaria conjunta para investigar uma "eventual infração". O uso de servidores do Senado nas campanhas foi revelado em reportagem publicada na edição desta quinta-feira do jornal O Estado de S. Paulo.

ROBERTO ALMEIDA, Agência Estado

29 Julho 2010 | 20h07

Segundo a reportagem, os dois senadores por São Paulo que disputam o pleito deste ano mantêm assessores pagos pelo Senado em escritórios políticos na capital paulista. Tuma tem 15 assessores em uma casa na Vila Mariana, zona sul da cidade. Mercadante mantém 16 em um escritório na Vila Madalena, zona oeste. Entre eles está o motorista Alexandre Ramos Fonseca, funcionário do Senado, que tem levado Mercadante aos compromissos de campanha na capital paulista. O petista negou irregularidades.

No caso de Tuma, Marcelo Ferreira Chagas informou que sua função no escritório político do candidato é dar suporte de informática. Chagas negou que estivesse fazendo campanha. A assessoria de imprensa de Tuma argumentou que "ainda não foi criado o comitê eleitoral e a campanha de rua também não foi iniciada".

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