Servidores públicos organizam nova central sindical

Pelo menos 33 sindicatos e associações de servidores públicos organizam a criação de uma central sindical da categoria. A nova entidade, ainda sem nome definido, pretende assumir a defesa plena dos interesses do funcionalismo público que, segundo seus articuladores, "jamais foi representado" pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). "Desde a fundação da CUT, na década de 80, os servidores públicos jamais foram totalmente representados. Daí, a necessidade de criarmos uma nova central sindical", justifica o presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal (Sindtten), Reynaldo Puggi, um dos articuladores do Movimento em Defesa da Previdência Social e do Servidor Público.Ele explica que foi a partir do movimento que os servidores decidiram viabilizar uma nova central sindical. Além de se considerarem mal representados pela CUT, mesmo durante a gestão do professor João Felício, Puggi afirma que há outros fatores que pesam na criação da organização. "A CUT atualmente vive um dilema. A base dela é do PT, que agora é governo e o Luiz Marinho (presidente da central) está com discurso de governo. A eleição dele foi quase que uma nomeação por decreto do presidente Lula", afirma Puggi. Outro ponto que justifica a criação da "CUT do Servidor Público", segundo ele, vai ao encontro da proposta de reforma sindical do governo. "O governo quer legalizar as centrais sindicais. Ou seja, esse é o momento mais oportuno para criar uma nova entidade e que terá representatividade", observa Puggi.O presidente do Sindtten reitera que os servidores públicos não são contrários à realização de uma reforma da Previdência. Mas não concordam com o projeto do governo que, na avaliação do funcionalismo, não passa de privatização do sistema previdenciário do País. Entre as 33 associações e sindicatos que organizam a criação da nova central estão os Sindicato do Legislativo e a Associação dos Diplomatas do Brasil.

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