Servidores protestam em AL, à espera de Dilma

Cerca de 50 servidores em greve protestam na manhã desta sexta-feira perto da nova fábrica de PVC da empresa petroquímica Braskem, aguardando a chegada da presidente Dilma Rousseff. Dilma participará, pela manhã, da inauguração da unidade, no município alagoano de Marechal Deodoro, a 30 quilômetros de Maceió.

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

17 de agosto de 2012 | 10h13

Agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Exército e da polícia estadual reforçaram a segurança na área, para evitar a aproximação dos manifestantes ao local do evento. Para a cerimônia de inauguração, que será fechada, são esperados cerca de 400 convidados. Entre eles o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), e a presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster. Dilma deverá chegar à fábrica de helicóptero, evitando o confronto direto com os grevistas.

"O governo está inflexível nas negociações, passando para a opinião pública a impressão de que a proposta (de reajuste) atende aos interesses dos professores", critica a professora de biblioteconomia, Dalgiza Andrade, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Panfleto distribuído pelos docentes diz que "Dilma parou o Brasil", "foi eleita prometendo priorizar a educação e a saúde pública e agora o que vemos é mais sucateamento e privilégios para os grandes capitalistas".

A nova unidade de PVC que será inaugurada nesta sexta-feira custou R$ 1 bilhão e é o maior investimento da empresa em um único projeto, desde a sua fundação. Ela terá capacidade produtiva de 200 mil toneladas de PVC por ano. A obra consumiu 30 mil metros cúbicos de concreto, 3 mil toneladas de tubulação e cerca de 800 quilômetros de cabos.

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