Servidores federais lançam campanha salarial

Cerca de 200 servidores públicos estão em frente ao Ministério do Planejamento, para o lançamento da campanha salarial de 2004 do funcionalismo federal. Eles reivindicam um reajuste emergencial de 50,19% referente às perdas acumuladas desde 1999. De acordo com a Confederação Nacional das Entidades de Servidores Federais, o total de perdas, desde 1995 alcança 127%. Essa reposição também é reivindicada. Os dirigentes da Confederação estão no Ministério do Planejamento protocolando a pauta de reivindicações que inclui também a correção das distorções salariais.Ontem, 314 delegados sindicais aprovaram indicativo de greve do funcionalismo a partir do mês de abril, mas sem data definida. Uma nova assembléia deverá definir a data da paralisação. Quinze policiais militares fazem a segurança nas duas entradas do Ministério. Por questão de segurança o acesso ao prédio está restrito aos funcionários. Os deputados federais, João Batista Araújo, o Babá (sem partido-PA), e Luciana Genro (sem partido-RS), participam da manifestação. Segundo o deputado, "a paciência dos servidores com o arrocho salarial chegou ao limite". Ele defende o rompimento do Brasil com o FMI e a moratória da dívida externa.Reunião com secretário-executivo-adjuntoRepresentantes dos servidores federais reúnem-se amanhã, às 14 horas com o secretário-executivo-adjunto do Ministério do Planejamento, Élvio Lima Gaspar, para discutir as reivindicações da categoria. A informação é do vice-presidente do Sindicato Nacional de Doscentes das Instituições de Ensino Superior, José Domingues Godoi Filho, que protocolou, no Ministério, a pauta de reivindicações do funcionalismo. O Ministério do Planejamento informou que o governo dispõe de R$ 1,5 bilhão para o reajuste dos servidores federais este ano. O cenário desenhado pelo governo prevê três possibilidades: reajuste linear de 2,67% ou reajustes diferenciados na forma de gratificação por desempenhou ou ainda uma espécie de abono.Godoi Filho disse que a proposta do governo não atende a reivindicação da categoria, que pede um reajuste emergencial de 50,19%, referente a perdas dos últimos seis anos. Segundo dados do Ministério do Planejamento existem no País 1,8 milhão de servidores federais civil e militares nos Três Poderes, sendo 883 mil na ativa, 538 mil aposentados e 405 mil pensionistas.

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