Servidores em greve invadem prédio da Fazenda

Segundo os manifestantes, o ato é para protestar contra a 'falta de diálogo' do governador Teotônio Vilela Filho

Ricardo Rodrigues, do Estadão

16 de outubro de 2007 | 21h11

Cerca de 500 servidores públicos em greve invadiram nesta terça-feira, 16, o prédio da Secretaria Estadual da Fazenda para protestar contra a "falta de diálogo" do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB). A ocupação começou por volta do meio-dia, após os manifestantes percorrerem as principais ruas do Centro de Maceió. Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT-AL), Isack Jackson, os servidores exigem a reabertura das negociações junto ao governo do Estado. Entre as categorias em greve que participaram da invasão estavam policiais civis, servidores de nível médio da saúde e da educação, além de médicos e paramédicos do Serviço Atendimento Médico de Urgência (Samu). Durante a invasão, houve troca de insultos e empurrões entre os manifestantes e policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que faziam a segurança do prédio. Mas nem a presença da PM impediu a entrada dos manifestantes, que não encontraram muita resistência para invadir o prédio da secretaria.  O clima só voltou à normalidade depois que alguns servidores garantiram o acesso dos funcionários da Fazenda ao prédio. Segundo uma das lideranças do movimento, os funcionários da Fazenda foram orientados a recolher os documentos e deixar o prédio. À tarde, os servidores realizaram o enterro simbólico do governador Teotônio Vilela Filho na porta de entrada do prédio da secretaria. Oficiais do Centro de Gerenciamento de Crise da Polícia Militar de Alagoas se reuniram com as lideranças dos servidores na sede do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que fica a poucos metros da Secretaria Estadual da Fazenda, para negociar uma desocupação pacifica do prédio. Alguns deputados estaduais participaram da reunião, que só terminou no início da noite. O secretário estadual de Gestão Pública, Adriano Soares, disse que o governo está aberto ao diálogo, mas só aceitaria sentar para negociar após a desocupação do prédio. Atendendo ao apelo do secretário, as lideranças dos servidores decidiram sair do edifício. Esta foi a segunda vez que servidores em greve invadiram o prédio da Secretaria da Fazenda de Alagoas. Em janeiro deste ano, professores, policiais civis e movimentos sociais ocuparam o prédio por alguns dias, até que o governo reabrisse o canal de negociações. No início da noite, os manifestantes começaram a deixar o local. Os coordenadores do movimento afirmam que, apesar da desocupação, a mobilização em frente à secretaria irá continuar.

Tudo o que sabemos sobre:
MaceiógreveservidoresFazenda

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.