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Servidores e sindicatos farão semana de protestos contra reforma

O PT vai experimentar a partir de amanhã e durante toda a semana um pouco do veneno que espalhou ao longo dos quase 23 anos em que foi oposição. Servidores públicos de todo o Brasil, liderados por entidades historicamente ligadas ao PT, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Contsef) e a Confederação dos Trabalhadores na Educação (CNTE) prometem ocupar a Esplanada dos Ministérios e exigir do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o início de negociações para mudar o projeto de reforma da Previdência.Os primeiros ônibus com os servidores começarão a chegar amanhã à capital. "Serão de 3 mil a 4 mil trabalhadores na terça-feira e, na quarta, entre 25 mil e 30 mil", calcula Ismael José Cesar, da executiva da CUT de Brasília. Na quarta-feira os servidores farão uma passeata da Catedral de Brasília até o Congresso e o Palácio do Planalto. "Queremos ser recebidos pelo presidente Lula, porque o governo negociou até agora com todo mundo. Mas, de forma intransigente, só não aceitou negociar o projeto de reforma da Previdência", afirma Ismael. Eles prometem ainda cercar o Congresso. Amanhã à tarde haverá uma manifestação dos servidores do Judiciário no espaço que fica entre os tribunais superiores.Com a proximidade de instalação da comissão especial da reforma previdenciária, aumentou nos programas de rádio e de televisão a publicidade patrocinada por entidades de servidores públicos com mensagens agressivas contra as mudanças pretendidas pelo governo. Os sindicatos ligados ao Judiciário afirmam que o governo rendeu-se ao Fundo Monetário Internacional (FMI); o Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindsef) ataca no intervalo do Jornal Nacional da TV Globo; todos, com pesados ataques à reforma. O presidente da CUT nacional, Luiz Marinho, aliado do presidente Lula, prometeu aos organizadores que estará presente na manifestação. A central apóia as pressões para que sejam iniciadas negociações por mudanças no projeto de reforma previdenciária, embora tenha excluído críticas ao governo no documento final do encontro de São Paulo. Marinho defende a elevação do teto para a cobrança de contribuição previdenciária, passando dos R$ 1.058 previstos para R$ 4,8 mil (20 salários mínimos). A Federação Nacional do Fisco Estadual (Fenafisco) também entrou na linha de frente de combate à reforma da Previdência. Está realizando um congresso num hotel de Brasília. A convidada de amanhã será a senadora Heloísa Helena (AL), ameaçada de ser expulsa do PT por suas posições radicalmente contrárias à proposta do governo para a Previdência. Para o presidente da Fenafisco, Severino Ribeiro, a reforma da Previdência apresentada pelo governo é uma investida do chamado "Estado mínimo". Diz ele que a criação da previdência complementar, sem um teto de contribuição e benefício devidamente indexado, vai significar, na prática, "a privatização" da Previdência.

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