Servidores e governo ainda negociam reajuste

Os líderes do movimento grevista do INSS e técnicos do Ministério da Previdência estão reunidos desde às 18 horas para a discussão do texto do projeto de lei que será enviada e concede reajuste aos servidores da Previdência. Até a 0h30, a reunião ainda não havia terminado. Os servidores estiveram em greve até o final da semana passada. A volta ao trabalho, na segunda-feira, foi marcada por divergências entre os sindicalistas e o governo em relação aos termos do acordo que suspendeu a paralisação.A categoria afirma que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão reduziu o montante de recursos a ser pago a título de reajuste salarial. O governo, por sua vez, sustenta que os R$ 186 milhões colocados à disposição foram mantidos, mas admite que houve diminuição no porcentual do reajuste dos servidores do INSS que ainda estão na ativa. O governo afirma que os sindicatos concordaram com essa redução para os da ativa e exigiram, na assinatura do acordo, índices maiores de aumento para os aposentados e pensionistas. A Presidência do INSS enviou e-mail nessa terça-feira a todos os chefes de agências exigindo que funcionassem durante 12 horas ininterruptamente para que fosse possível o atendimento aos segurados, prejudicados durante o período da paralisação. Nos termos da mensagem do INSS, os funcionários que ocupam cargos de chefia e não cumprirem essa determinação estarão sujeitos a sanções.

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