Servidores do Legislativo fazem manifestação

Uma comissão de servidores do Legislativo - Câmara, Senado e Tribunal de Contas da União (TCU) ? fez, pouco antes do meio-dia, no Salão Verde da Câmara, uma manifestação contra a reforma da Previdência. Os servidores do Legislativo estão contra a proposta de reforma enviada pelo governo, mas não pedem a sua retirada. "Não somos contra a reforma; somos contra essa reforma enviada pelo governo, e queremos modificar essa proposta", afirmou o presidente do Sindilegis, que congrega os servidores do Legislativo, Ezequiel Nascimento.Segundo ele, apesar de mobilizados, os servidores do Legislativo não vão parar suas atividades agora. Eles definiram que farão greve no dia em que o relatório da reforma for votado na Comissão Especial da Câmara que trata do assunto. Além disso, estarão articulando com outras entidades uma greve geral de várias categorias, na semana em que a proposta chegar ao plenário da Câmara. Segundo Nascimento, até agora o governo se revelou um bom ouvinte, mas não incorporou à proposta de reforma previdenciária nada do que lhe foi sugerido. A mobilização dos servidores do Legislativo inclui acompanhar os trabalhos da Comissão Especial, fazer mobilização em carros de som em volta das dependências do Congresso, recepcionar parlamentares no aeroporto fazendo um corpo-a-corpo contra a reforma e acompanhar a reunião da Mesa de Negociação entre o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), e sindicalistas.O Sindilegis está na coordenação de uma nova central que está sendo criada para congregar apenas servidores públicos, desvinculando-se da CUT. Nascimento afirmou que, apesar de o sindicato estar ligado atualmente à Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais, que aprovou a greve, esta coordenação respeita a luta de cada categoria, sem obrigá-las a entrar em greve hoje.Durante a manifestação no Salão Verde, uma comissão de cerca de 30 servidores gritou palavras de ordem contra a reforma, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra o ministro da Previdência , Ricardo Berzoíni. "Lula, não seja traidor; o servidor também é trabalhador", dizia uma delas. "Berzoini, presta atenção, esta reforma é privatização", dizia outra.

Agencia Estado,

08 de julho de 2003 | 12h45

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