Servidores do Judiciário paralisam atividades em SP

Funcionários reivindicam aprovação de projeto que reavisa plano de cargos e salários; greve geral está programada para os dias 4 e 5 de julho

estadão.com.br

28 de junho de 2012 | 16h06

Funcionários do Judiciário nacional de São Paulo paralisaram as atividades nesta quinta-feira, 28, em todo o Estado, por tempo indeterminado. A greve já acontece no Mato Grosso desde o último dia 21 de junho e deve atingir os demais Estados do País na próxima semana. A paralisação compromete as eleições, já que na próxima semana se encerra o período no qual os candidatos de todo o País têm para realizarem suas inscrições nos cartórios eleitorais. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Fenajufe) uma greve geral está programada para os próximos dias 4 e 5 de julho.

Servidores do Judiciário, incluindo os funcionários da Justiça Federal, Justiça Eleitoral, Justiça Trabalhista e, em alguns Estados, Militar, reivindicam a aprovação do projeto de lei que revisa o plano de cargos e salários de toda a categoria. O projeto tramita no Congresso desde 2009 e traz uma reposição emergencial das perdas salariais acumuladas desde junho de 2006, data da última reposição salarial, sde acordo com o coordenador geral do Sintrajud, que representa os funcionários do Judiciário em São Paulo, Adilson Rodrigues Santos.

Mesmo que não haja adesão de toda a categoria, a Fenajufe prevê que o trabalho de cadastro dos candidatos às eleições municipais será comprometido. "Os servidores dos cartórios federais fazem parte da categoria", afirma. "A orientação é que todo o Judiciário pare os trabalhos por tempo indeterminado", destaca a Fenajuve.

De acordo com Silva, está prevista para esta quinta uma assembleia em Brasília com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto. Sem revelar datas e horários, Santos sinalizou ao estadão.com.br que vários protestos estão previstos ainda para esta semana.

 

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