Servidores do Judiciário em SP decidem manter greve

Assembléia geral dos funcionários do Poder Judiciário Estadual decidiu na tarde de hoje, na Praça João Mendes, ignorar liminar da Justiça Federal, que determina a volta ao trabalho de 60% da categoria, e manter em sua integralidade a greve da categoria, que hoje entra em seu 42º dia. Nova assembléia geral foi marcada para o dia 25. A reivindicação principal é a reposição salarial de 26,39%. Para driblar o cumprimento da liminar, concedida numa ação civil pública proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP), os diretores das 16 entidades representantivas dos servidores, contra as quais é dirigida a ação, desvincularam-se do comando de greve. Eles foram substituídos por lideranças regionais. Assim a assembléia foi dirigida por nove pessoas, posicionadas em um caminhão de som. Nenhuma delas era ligada a sindicatos ou entidades de classe. Os grevistas aprovaram também por unanimidade voto de repúdio a OAB-SP, ao seu presidente Luiz Flávio Borges D?Urso, e ao Tribunal de Justiça (TJ). A juíza federal substituta, Luciana da Costa Aguiar Alves Henrique, que acolheu pedido de liminar da OAB, num adendo à sua decisão, esclareceu ontem que não determinou o desconto em folha dos dias parados. Acrescentou que essa providência ?compete única e exclusivamente? à presidência do TJ.

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