Servidores do Judiciário em MG rejeitam greve

Os servidores do Judiciário Federal, Eleitoral e Trabalhista em Minas Gerais rejeitaram hoje a proposta de decretar greve por tempo indeterminado. No entanto, os trabalhadores vão se reunir novamente na quinta-feira e voltarão a decidir sobre a possibilidade de adesão ao movimento nacional que já tem a participação de sindicatos de Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Bahia e Alagoas.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

22 de novembro de 2010 | 17h29

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal em Minas Gerais (Sitraemg), Alexandre Brandi, defende que a definição sobre a greve por tempo determinado seja feita com a presença de pelo menos 400 servidores, o que representa 10% dos cerca de 4 mil filiados ao órgão. Em Minas, a Justiça Federal tem aproximadamente 10 mil servidores.

"Apesar de não estar previsto no estatuto, não queremos jogar o movimento no buraco. Queremos uma definição com um número mais expressivo", disse. A assembleia geral da categoria ocorreu hoje durante um ato na porta do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). Na lista de presença havia 122 assinaturas.

Os servidores decidiram também enviar uma delegação de Minas para participar de ato em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, na quarta-feira. Neste dia está prevista a entrada do Projeto de Lei 6613/2009, que trata sobre o plano de carreira da categoria, na pauta da Casa.

No dia seguinte, os servidores voltam a dar início à paralisação de 24 horas, como ocorreu hoje, durante uma manifestação em frente ao prédio da Justiça Federal em Belo Horizonte. Na ocasião, está marcada nova assembleia geral da categoria. Segundo Brandi, os serviços essenciais serão mantidos mesmo em caso de greve por tempo indeterminado.

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