Servidores do Judiciário de SP mantêm greve

A greve dos servidores do Judiciário paulista vai continuar por tempo indeterminado. Reunidos em assembléia na tarde de hoje, os funcionários da Justiça decidiram manter a paralisação e devem realizar nova assembléia no dia 19. Paralisados desde o dia 27 de agosto, eles reivindicam 54,31% de reposição salarial relativa aos últimos sete anos.A assembléia foi realizada na rua em frente ao Fórum João Mendes, no centro da capital paulista, o que congestionou o trânsito na região. De acordo com informações da Polícia Militar, cerca de 2.500 pessoas participaram do ato. Para o presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça, José Gozze, 20 mil pessoas estiveram na manifestação.Após o ato, os servidores saíram em passeata pelas ruas do centro. Apesar da movimentação, o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Márcio Martins Bonilha, não mudou de posição. Segundo ele, o Judiciário paulista já gasta mais com a folha de pagamento do que permite a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), tornando qualquer reajuste inviável.Bonilha divulgou uma declaração para ser publicada na edição de amanhã do Diário Oficial afirmando que "é absolutamente inviável a adoção de iniciativa administrativa ou legal tendente ao rejuste de vencimentos." Ele convoca os servidores a retornarem ao trabalho "confiando no espírito público" e "sem prejuízo da luta para a conquista das reivindicações pleiteadas, mediante alteração de Lei de Responsabilidade Fiscal, com o apoio da Presidência." Bonilha defende o aumento dos limites de gastos com pessoal da lei.

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