Servidores do Incra pedem efetivação de superintendente

Entidades representativas dos servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em São Paulo posicionaram-se nesta quarta contra a indicação de um novo superintendente para o Estado e defenderam a efetivação do ocupante interino do cargo, Alberto Paulo Vasquez. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, indicou à presidente Dilma Rousseff o nome do delegado federal em São Paulo, Wellington Diniz Monteiro, para ocupar o posto.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

06 de junho de 2012 | 18h05

Em moção aprovada em assembleia, a Associação dos Servidores do Incra/SP (Assincra), Associação dos Engenheiros Agrônomos do Incra/SP (Assinagro) e Associação dos Servidores Federais do Estado de São Paulo (SindsefSP) reconhecem o compromisso de Vasquez "com a reconstrução regimental, técnica e democrática do órgão" e cobram uma definição do governo federal. "Entendemos que a demora nesta efetivação fragiliza a gestão da superintendência, prejudicando a consolidação das mudanças necessárias e a execução das políticas públicas de reforma agrária e ordenamento fundiário em São Paulo", diz a moção.

Os servidores decidiram permanecer em assembleia permanente até a definição do processo. A indicação de Monteiro tem a simpatia de grupos ligados ao líder sem-terra José Rainha Júnior, mas é contestada por dirigentes paulistas do Movimento dos Sem-Terra (MST), especialmente a direção regional do Pontal do Paranapanema, região de maior atuação do movimento. Rainha Júnior ficou nove meses preso após ser detido durante a Operação Desfalque da Polícia Federal em junho de 2011, sob a acusação de desviar recursos da reforma agrária. O superintendente na época, Raimundo Pires da Silva, também foi investigado na operação e deixou o cargo. O Incra não se manifestou sobre a mobilização dos servidores paulistas.

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