Servidores dizem que só param greve se reforma sair da pauta

Os diretores da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef), que vão se reunir esta tarde com o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, dirão ao ministro que só interromperão a greve do funcionalismo, marcada para começar amanhã, se o projeto de reforma da Previdência for retirado da pauta do Congresso Nacional. A afirmação é do secretário-geral da entidade, Gilberto Cordeiro Gomes, que promete uma paralisação dos servidores até o início de agosto. O fôlego para a manutenção da greve, admitiu Gomes, dependerá essencialmente do "retorno que o servidor" der à greve. A meta da Condsef é que amanhã, primeiro dia da paralisação, de 20% a 25% dos 800 mil servidores federais já parem de trabalhar. No auge do momento, daqui a 10 dias, Gomes acredita que 40% dos servidores estejam em greve. Para o primeiro dia de greve, a Condsef aposta basicamente na mobilização de três categorias: os professores das universidades federais, os funcionários dos serviços de saúde e os do Ministério da Fazenda, notadamente os da Receita Federal. De acordo com informações recolhidas pela confederação até o início desta tarde, docentes de 37 universidades prometem parar já amanhã. Na área de saúde, a Fundação Nacional de Saúde promete paralisar amanhã 70% de suas atividades no Rio, e 80% no Distrito Federal. As atividades de campo, como o combate de endemias, serão interrompidas. No caso da Receita Federal, Gomes aposta com certeza no início da greve amanhã em Brasília. A expectativa da Condsef é que setores que tradicionalmente não aderem a paralisações, como museus e bibliotecas do Rio de Janeiro, engrossem o movimento já nos primeiros dias de greve.

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