Servidores da Sudam festejam queda de Bezerra

Ameaçados dedemissão e transferência para outros órgãos federais no Pará, os funcionários da extinta Superintendência de Desenvolvimento daAmazônia (Sudam) passaram esta quarta-feira comemorando a demissão do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, aquem vinham tachando de "carrasco" do órgão."O ministro provou do mesmo veneno que espalhou aqui na Sudam para queimar funcionários e foi pego na mentira sobreseus negócios na Sudene", afirmou um agente administrativo do órgão, negando-se a fornecer seu nome.Outro servidor, também pedindo reserva, foi taxativo: "Nada melhor que um dia depois do outro. A moral do pessoal honestoda Sudam, que é a grande maioria, ficou no chão com tantas denúncias, mas o pior foi o sistema inquisitorial de investigaçãoimplantado pelo ministro. Agora, resta saber quem na Sudene investigará o peixão Bezerra".Além de festejarem a queda do ministro, os servidores realizaram pela manhã um ato público, exigindo a "punição doscorruptos" que tomaram dinheiro público da Sudam.Os manifestantes defendem a abertura de processo criminal contraex-superintendentes que liberaram projetos irregulares e políticos que se utilizaram do tráfico de influência para "fazer caixa dois"às custas do órgão."O que houve aqui foi uma queima de arquivo, com a extinção da Sudam, porque o governo federal sabia que o mar de lama iriarespingar nas autoridades de Brasília", afirmou o diretor da Associação dos Servidores, Milton Souza.Para ele, a pressa dogoverno em abafar as denúncias foi tão grande que a Medida Provisória que extinguiu a Sudam e a Sudene foi baixada noúltimo dia 2, mas reeditada dois dias depois com várias correções de erros cometidos em sua versão original."O que queremos é que o Ministério Público e a Justiça Federal mergulhem fundo e punam os corruptos, principalmente ospeixes graúdos", disse Souza.

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