Servidores da Justiça Federal podem retomar greve

Funcionários do Judiciário Federal podem retomar, ainda este ano, a greve que foi interrompida em 17 de setembro. A informação foi dada hoje pelo diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo (Sintrajud), Adílson Rodrigues. Segundo ele, a categoria não está satisfeita com a falta de pagamento por parte de alguns tribunais dos 11,98% provenientes da conversão dos salários em 1994, no início do Plano Real. Os servidores reclamaram a correção na Justiça e o Supremo Tribunal Federal (STF) deu ganho de causa aos trabalhadores. "Mas o problema é que nem todos os tribunais estão cumprindo a ordem da Justiça", disse Rodrigues.No sábado, haverá uma assembléia-geral da categoria, na sede do sindicato, para decidir a estratégia que será adotada pelos funcionários. "No momento, estamos negociando com o Congresso. Esperamos que o resultado seja positivo", diz o líder sindical. De 15 a 17 de novembro, representantes de 28 sindicatos da categoria de todo o País estarão reunidos em Brasília para continuar as negociações e ampliar os debates pertinentes à categoria. "Se decidirmos pela greve, será um movimento maior que o anterior, pois conseguiremos reunir o funcionalismo de todo o País", prevê. De acordo com ele, a categoria é formada por 100 mil funcionários. Na greve, que acabou em setembro, foi contabilizado um total de 45 mil participantes, segundo estimativa do diretor do Sintrajud de 14 Estados.Estado - Funcionários do Judiciário de São Paulo, em greve há mais de dois meses, também marcaram uma assembléia-geral da categoria. O encontro será realizado amanhã, na Praça João Mendes, e vai decidir se os funcionários aceitam a proposta do presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Márcio Bonilha. Ele ofereceu 500 vagas do Programa Creche-Escola no Interior e gratificação de R$ 210,00 em troca do retorno às atividades, entre outros benefícios. O pagamento será realizado a partir do próximo ano, mas será retroativo a novembro.Ontem, a categoria se dividiu após as assembléias regionais que decidiriam sobre a continuidade ou não da greve. Servidores de São Paulo, Sorocaba, Ourinhos, Assis e Bauru optaram por manter os braços cruzados. As comarcas de Marília, Lins e região do Vale do Paraíba e litoral norte votaram pelo fim da paralisação. De um modo geral, todas as reuniões tiveram como resultado que a negociação com o TJ deve prosseguir para que a proposta seja melhorada.

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