Servidores da Funasa invadem Ministério da Saúde

Servidores da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) invadiram nesta terça-feira o Ministério da Saúde, em protesto contra a extinção do órgão para a criação da Agência Federal de Prevenção e Controle de Doenças (Apec).Eles querem que o governo retire a medida provisória prevendo a Apec, que foi editada durante o auge da epidemia de dengue no Rio de Janeiro e está na pauta de votação da Câmara.Os manifestantes alegam que, com a criação da agência, cerca de 35 mil funcionários acabarão sendo demitidos. A agência vai aproveitar apenas 3 mil servidores do atual quadro.O corte recairia principalmente sobre auxiliares, que vão às ruas combater o mosquito aedes aegypti, prevêem os servidores. Pela MP, o pessoal que não fosse aproveitado seria redistribuído a Estados e municípios, além de outros órgãos federais.Um grupo de servidores conseguiu subir ao quinto andar, onde se localiza o gabinete do ministro Barjas Negri. Mas, pacificamente, aceitaram deixar o prédio, onde permaneceram apenas os 16 integrantes de uma comissão de negociação que seria recebida pelo secretário-executivo, Otavio Mercadante.A segurança foi reforçada, e as duas entradas do ministério foram bloqueadas por policiais da tropa de choque da Polícia Militar, enquanto a comissão esperava pela audiência com Mercadante, e os manifestantes concentraram-se no estacionamento em frente ao ministério.Antes de partir para a Saúde, os servidores da Funasa lotaram o auditório Nereu Ramos, na Câmara, onde se realizou uma audiência pública para debater a extinção da fundação. Mas apenas o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal, Gilberto Jorge Cordeiro, compareceu.Os representantes do governo que tinham sido convidados, entre eles o presidente da Funasa, Maruso Ricardo Costa, não apareceram. Segundo Cordeiro, os municípios não têm condições de absorver os servidores.Ele prevê que o governo acabará oferecendo um plano de demissão voluntária aos que não forem aproveitados pela agência. O deputado João Batista de Araújo, conhecido como Babá (PT-PA), afirma que epidemias de dengue e malária irão explodir no País se os 35 mil funcionários forem demitidos.

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