Servidores da CGU protestam com medo de órgão deixar de ser ministério

Para os servidores, a possível mudança vai prejudicar a atuação da Controladoria; o argumento é o de que um órgão de controle precisa estar no mesmo nível ou num patamar superior de quem ele vai fiscalizar

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2015 | 21h27

Brasília - Preocupados com a possibilidade de a Controladoria-Geral da União (CGU) perder o status de ministério por conta da reforma administrativa, os servidores do órgão fizeram uma paralisação de cerca de duas horas nesta sexta-feira, 25, como forma de protesto. Para os servidores, a possível mudança vai prejudicar a atuação da CGU.

O argumento é o de que um órgão de controle precisa estar no mesmo nível ou num patamar superior de quem ele vai fiscalizar. "Esse é o momento de nós protestarmos, enquanto a reforma ministerial ainda está em negociação", disse Fábio Felix, analista de finanças e controle da CGU. Diante da manifestação, o ministro da CGU, Valdir Simão, enviou um comunicado tentando acalmar os servidores.

No e-mail, ao qual o Estadão teve acesso, Simão dizia que ainda não havia "nenhum posicionamento formal do governo federal a respeito do tema" e que ele estava empenhado em defender a importância da manutenção do status ministério do órgão. "Em todas as oportunidades tenho defendido a importância deste ministério, e de suas ações de controle e de combate à corrupção, das atividades da promoção da transparência e da apuração e punição de condutas ilícitas praticadas contra a Administração Pública. Tenho certeza de que a Controladoria-Geral desempenha importante papel no amplo exercício da democracia", registrava o texto. Procurada, a assessoria de imprensa da CGU diz que não iria se manifestar sobre "fatos hipotéticos".

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