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Servidores aguardam decisão dos juízes sobre greve

Os servidores públicos federais, em greve há duas semanas, aguardam com expectativa a reunião dos juízes, que decidem hoje, às 15h, se paralisam suas atividades para protestar contra a proposta de reforma da Previdência. "A decisão dos juízes terá impacto forte na nossa mobilização e poderá aumentar o número de adesões", afirmou o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condesef), Gilberto Jorge Cordeiro Gomes. "Tomara que entre mesmo em greve", completou. A reunião dos juízes será realizada na sede da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e contará com a participação de 56 representantes de entidades de juízes e desembargadores nos Estados. Também hoje, às 15h, em Brasília, os líderes da greve dos servidores se reúnem para fazer um balanço da paralisação em todo o País. O diretor do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), José Domingues Godói, ponderou que, embora os juízes já tenham se manifestado contrários ao texto da reforma, é preciso esperar para saber se realmente eles tomarão uma atitude "inédita". Godói estima que, independente da decisão dos juízes, a greve dos servidores poderá ampliar de 58% para 65% o porcentual de adesões da categoria até o fim da semana. Conforme o cenário apresentado pelo diretor do Andes, até quinta-feira professores das universidades federais do Paraná, Ceará, Ouro Preto, Alfenas e Itajubá vão decidir se aderem ao movimento. No Ibama, segundo ele, 18 unidades, inclusive a presidência em Brasília, estão com as atividades paradas. Na área da vigilância sanitária, os servidores estão realizando paralisações por tempo determinado nos aeroportos e portos. A liderança admite que a maior dificuldade de adesão está na Esplanada dos Ministérios. Ele explicou que 70% dos trabalhadores dos órgãos públicos são terceirizados.O Ministério do Planejamento deve divulgar esta semana o balanço do governo sobre a greve.

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