Servidor poderá ter aumento maior que inflação

Depois de mais de três horas de reunião no Palácio do Planalto, o ministro do Planejamento, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira que o funcionalismo público federal terá reajustes diferenciados e algumas categorias mais numerosas como o PCC (Plano de Classificação de Cargos), que engloba mais de 391 mil servidores ativos e inativos, terão aumentos acima da inflação, tomando como base o IPCA de 2003 que ficou acima de 9,5%. Neste caso o impacto será de R$ 1,5 bilhão.O ministro anunciou ainda que o governo dispõe de outros R$ 900 milhões para a concessão de reajustes decorrentes de reestruturação de carreiras, dentre elas a Polícia Federal e os fiscais da agricultura, que estão em greve. O reajuste será a partir de primeiro de maio, mas a data ainda está aberta a negociações. Não haverá aumento linear para os servidores.Governo estuda aumento real do salário mínimoEm entrevista concedida após a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e oito ministros, Guido Mantega informou ainda que o governo encaminha nesta terça-feira ao Congresso o primeiro balanço de desempenho da economia no trimestre. Com base nesses dados, explicou, é que o novo valor do salário mínimo será fixado. Mantega admitiu, no entanto, que o reajuste do mínimo poderá ficar acima da inflação, se esta for a decisão do presidente Lula. "Dá para dar algo a mais se o presidente quiser. Se ele decidir, nós viabilizaremos. Vamos buscar recursos em outras áreas ou retirar do excesso de arrecadação", declarou Mantega. Pelo orçamento, a previsão é de que o mínimo passe de R$ 240 para R$ 270. (Colaborou Vannildo Mendes)

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