Servidor foragido da Justiça obtém licença de dois anos

Considerado foragido desde janeiro deste ano, quando teve a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo sob a acusação de mandar matar um vereador, o professor Luiz Carlos Perin conseguiu dois anos de licença sem risco de perder o cargo na prefeitura de Analândia, a 236 km de São Paulo. A portaria, assinada pelo prefeito Rogério Luiz Barbosa Ulson (PMDB) no último dia 5, está afixada no hall de entrada da prefeitura. Perin é professor efetivo de educação física e, na gestão passada, dirigiu a diretoria de educação no município.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

11 de março de 2013 | 18h40

De acordo com o prefeito, a Lei Orgânica do Município autoriza a licença por até dois anos, sem vencimentos, para o servidor público que a requerer para tratar de assuntos particulares. Perin entrou com o pedido no dia 18 de fevereiro, quase um mês depois de ter sido expedida ordem para sua captura. No final de janeiro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia negado pedido de habeas corpus formulado por seus advogados. Ele é acusado de ser mandante do assassinato do vereador Evaldo José Nalim (DEM), executado a tiros, em sua casa, em outubro de 2010.

A justiça considerou o crime político: o vereador fizera denúncias contra a administração local, que havia dez anos era dominada pela família de Perin. O irmão do acusado, ex-prefeito José Roberto Perin (DEM), era chefe de gabinete e tinha sido denunciado pelo vereador. O julgamento no TJ restabeleceu determinação da justiça para que Perin fosse julgado pelo Tribunal do Júri. No processo, o acusado tem reiterado sua condição de inocente das acusações.

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