Serra volta a se queixar de 'especulações' sobre candidatura

Com a desistência de Aécio em concorrer à Presidência, há uma expectativa de uma definição do paulista

Silvia Amorim, de O Estado de S.Paulo,

18 de dezembro de 2009 | 19h36

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse na tarde desta sexta-feira, 18, que não se sente pressionado para anunciar nos próximos dias uma candidatura à Presidência da República e que caberá ao PSDB escolher o momento "oportuno" para apresentar o candidato tucano para 2010. "Eu estou no governo de São Paulo, minha prioridade é governar São Paulo. Decisões a respeito de candidatura serão tomadas oportunamente pelo partido, mas eu vou continuar concentrado no meu trabalho", afirmou o governador, após participar da inauguração de uma clínica para dependentes químicos em Itapira, interior paulista.

 

Mais tarde, ele explicou que não se tratava apenas de uma decisão unilateral da legenda. "O partido a seu tempo vai tomar uma decisão, naturalmente ouvindo todo mundo, inclusive aqueles diretamente envolvidos", comentou, rindo.

 

Com a desistência na última quinta-feira, 17, do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), de disputar com Serra a indicação para a disputa presidencial, há uma expectativa de antecipação de uma definição do paulista. Serra disse, entretanto, que não há pressão do partido nem de aliados. "De forma nenhuma. Não é da minha natureza. O que me amola e impacienta são coisas que andam devagar, providências de governo que devem ser tomadas, coisas na ação governamental."

 

Serra queixou-se de "especulações" sobre o assunto. "Não é um problema de definição ou não definição. Não vamos ficar aqui especulando em torno de datas."

 

Apesar das declarações, o governador evitou prolongar a conversa sobre o tema. "O que eu pensei a respeito das declarações de ontem do Aécio Neves eu expressei em uma nota distribuída. Não vou agora comentar todos os dias a esse respeito."

 

Pouco antes, ele ameaçou terminar uma entrevista aos jornalistas quando viu que a primeira pergunta era sobre as questões eleitorais. "Se é só isso então até logo", reagiu. "O assunto hoje para mim em política nacional é a recuperação de dependentes químicos da droga e do álcool."

 

LULA - O governador fez uma crítica ao governo federal no âmbito da política para dependentes químicos. "No Brasil esse tipo de tratamento deveria ser bastante ampliado em comparação ao que é hoje", afirmou.

 

Pouco depois, elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter decidido aportar recursos no fundo de financiamento de combate ao aquecimento global, tema discutido na conferência da ONU para questões climáticas em Copenhague, na Dinamarca.

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