Serra volta a associar Haddad ao ex-ministro José Dirceu

O programa eleitoral do candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, voltou a associar o candidato petista, Fernando Haddad, ao ex-ministro José Dirceu, réu no processo do mensalão. Mesmo sem citar o nome de Dirceu, que será julgado nesta semana no Supremo Tribunal Federal (STF), o programa tucano, exibido no horário gratuito de rádio que foi veiculado nesta segunda-feira entre 7h e 7h30, disse que o ex-ministro é um dos "padrinhos" de Haddad.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

17 de setembro de 2012 | 09h09

"Você já fez as contas de quantos padrinhos o candidato do PT tem nesta eleição?", questionou um narrador. "Quatro foram mostrados na campanha, isso sem falar naquele outro padrinho que é réu do mensalão. Nossa, esse ninguém merece, hein!", respondeu o outro. Na semana passada, o programa de televisão de Serra já havia citado Dirceu como um dos padrinhos de Haddad.

Em seguida, os narradores explicaram quem são os padrinhos: "Tem o (ex-presidente) Lula, que está socorrendo candidato de baciada por aí. Tem a (ex-prefeita) Marta, que já está encastelada na Cultura (no Ministério da Cultura) e tem o Maluf, do Pitta, do Fura-Fila" descreveu o narrador. O programa não citou o quarto fiador da candidatura petista, que seria a presidente Dilma Rousseff.

Já o programa de Haddad focou em propostas para a cidade, como o projeto de descentralização da capital, batizado de Arco do Futuro, e prometeu aumentar a fiscalização sobre onde vai o dinheiro gasto pela Prefeitura. "É o que a gente precisa, de um prefeito mais atento aos gastos", disse um narrador. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou o programa ao lado de Haddad.

O candidato do PRB, Celso Russomanno, fez o programa voltado para a área da saúde. "Nossa cidade está doente", disse o narrador. Foram apresentados depoimentos de populares irritados com a demora em serem atendidos na rede pública de saúde. "Falta tudo, um verdadeiro caos", afirmou o narrador no fim do programa, que foi concluído pelo candidato dizendo: "Vou cuidar da sua saúde."

Gabriel Chalita, do PMDB, disse que, se for eleito prefeito, irá lançar o programa Cidade Luz, para iluminar melhor o município. Soninha Francine (PPS) apresentou um poema, dizendo que é possível mudar a cultura política de São Paulo. Paulinho da Força, do PDT, afirmou que irá descentralizar a cidade, caso eleito.

Na mesma linha, o candidato do PRTB, Levy Fidelix, pregou a descentralização urbana como solução para o trânsito. O candidato do PSOL, Carlos Giannazi, disse que irá investir 31% do orçamento da Prefeitura em educação, caso eleito em outubro. Eymael (PSDC) voltou a apresentar apenas o seu jingle e concluiu o programa com apenas uma frase: "É uma questão de querer."

Ana Luiza, do PSTU, também apostou em uma música pedindo votos e não apareceu no programa. Anaí Caproni (PCO) criticou a administração atual, de Gilberto Kassab (PSD), e Miguel Manso (PPL) propôs novas maneiras de recolher o lixo em São Paulo.

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