Serra vê País tomado por um 'patrimonialismo selvagem'

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, fez ontem duro discurso contra o governo federal, sem citar o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem o PT, e criticou um "patrimonialismo selvagem" que disse existir no País. "Estamos no momento mais patrimonialista da nossa história. Nem na República Velha, que era um regime oligárquico, tinha um patrimonialismo selvagem como o de hoje." As declarações foram feitas no encontro realizado pelo PPS, em São Paulo, para entregar propostas de governo ao presidenciável.

AE, Agência Estado

22 Maio 2010 | 08h03

Para Serra, quando o PSDB esteve no poder, diminuiu no País o patrimonialismo, definido por ele como "usar o governo como propriedade privada". "As práticas do patrimonialismo voltaram ao Brasil em sua plenitude, em tudo que tinha de pior." Ele apontou ainda a existência de "bolchevismo sem utopia", que seria a ideologia de grupos que chegam ao poder e esquecem a ética em nome do partido.

Serra afirmou que o Brasil está batendo recordes da maior taxa de juros do mundo e da maior carga tributária entre países em desenvolvimento, além figurar entre os governos que menos investem. Ele destacou a importância de investimentos de prefeituras e governos estaduais na comparação com os feitos pela União.

Além disso, disse que o Brasil investiu nos últimos anos um terço do nível registrado na economia dos anos 1970 e que São Paulo, durante a sua gestão, triplicou o volume de investimentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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