Serra vê 'interesses eleitorais' na paralisação do Metrô em SP

Candidato tucano estranha fato de acidentes estarem se multiplicando às vésperas das eleições

Daiene Cardoso, da Agência Estado

22 de setembro de 2010 | 15h40

SÃO PAULO - O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, sugeriu nesta quarta-feira, 22, que a paralisação do Metrô de São Paulo na manhã de ontem tenha sido provocada com "interesses eleitorais". "Nessa véspera de eleição, acidentes (no Metrô) estão se multiplicando. É muito estranho, não corresponde a média do ano, mas eu não tenho dúvidas de que há interesses eleitorais nisso", disse o candidato, após evento organizado por entidades filantrópicas da área da saúde, na Zona Norte da capital paulista.

 

No Dia Mundial Sem Carro, o tucano foi de Metrô ao evento e circulou acompanhado de assessores e do candidato ao governo paulista, Geraldo Alckmin, pelas Linhas Verde e Azul, cumprimentando passageiros e tirando fotos com usuários do sistema. Sem entrar em detalhes sobre os motivos da paralisação de ontem, Serra disse apenas que a porta não fechou e que, por segurança, o Metrô parou. "O que houve ontem foi um acidente. Na minha intuição, provocado", disse o candidato, frisando, no entanto, não ter provas que comprovem sua teoria.

 

Durante o evento com profissionais da área de saúde, Serra criticou a falta de verbas para transporte público no País. "No Brasil, o Metrô ficou largado", afirmou. O candidato citou também, como exemplos, a paralisação das obras do Metrô em Belo Horizonte, Fortaleza e Salvador. "Na Presidência, vou organizar os processos (de licitação de obras) para ter 400 km a mais de Metrô no País", afirmou Serra.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.