Serra vê 'interesses eleitorais' na pane do metrô de SP

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse hoje "não ter dúvidas" de que a paralisação do metrô de São Paulo, na manhã de ontem, foi provocada com "interesses eleitorais". "Nessa véspera de eleição, acidentes (no metrô) estão se multiplicando. É muito estranho. Não corresponde a média do ano. Mas eu não tenho dúvidas de que há interesses eleitorais nisso", disse o candidato, após evento organizado por entidades filantrópicas da área da saúde, na zona norte da capital paulista.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

22 de setembro de 2010 | 15h52

No Dia Mundial Sem Carro, o presidenciável foi de metrô ao evento e circulou acompanhado de assessores e do candidato tucano ao governo paulista, Geraldo Alckmin, pelas Linhas Verde e Azul, cumprimentando passageiros e tirando fotos com usuários do sistema. Sem entrar em detalhes sobre os motivos da paralisação de ontem, Serra disse apenas que a porta não fechou e que, por segurança, o metrô parou. "O que houve ontem foi um acidente. Na minha intuição, provocado", afirmou o candidato, frisando, no entanto, não ter provas que comprovem sua teoria.

Durante o evento com profissionais da área de saúde, Serra criticou a falta de verbas para o transporte público no País. "No Brasil, o metrô ficou largado." O candidato citou como exemplos a paralisação das obras do metrô em Belo Horizonte, Fortaleza e Salvador. "Na Presidência, vou organizar os processos (de licitação de obras) para ter 400 quilômetros a mais de metrô no País", prometeu.

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