Serra vai pedir proteção à Justiça para fazer campanha

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, afirmou nesta quinta-feira que vai pedir proteção à Justiça para poder realizar sua campanha de rua na cidade. O candidato justificou a decisão sob o argumento de que vem sendo hostilizado por militantes petistas nas ruas.Durante caminhada realizada na tarde de hoje na Capela do Socorro, zona sul, o candidato teve de enfrentar cerca de 200 militantes petistas que gritavam o nome de sua adversária Marta Suplicy. Os tucanos informam que essa é a quarta vez que militantes petistas tentam cercear a campanha de rua de José Serra. As outras foram nos bairros de Vila Maria, Parelheiros e Itaim Paulista.Após o episódio na Capela do Socorro, a coordenação da campanha da prefeita e candidata do PT à reeleição, Marta Suplicy, informou à Agência Estado que existe uma orientação expressa para que os militantes do partido não aceitem e não façam provocações durante a campanha, principalmente nos eventos de rua. O presidente municipal do PT, deputado Ítalo Cardoso, confirmou essa orientação e disse que cada um poderia dar a explicação que quisesse sobre as declarações do coordenador do PT na Capela do Socorro, Glauco Piai, que afirmou ter ido ao mesmo local de Serra para realizar a respeito da "operação caça vampiro". Os adversários de Serra o apelidaram de vampiro.O incidente ocorrido na zona sul da Capital acabou no 101º Distrito Policial do Grajaú. A coordenação da campanha petista fez um Boletim de Ocorrência (BO) alegando que três militantes petistas foram agredidas na tarde de hoje, no confronto ocorrido na Capela do Socorro. A coordenação da campanha tucana nega a agressão e argumenta que o PT estava com 250 militantes contra apenas 50 do PSDB no local. Além disso, o presidente do PSDB municipal, Edson Aparecido, informou que um dos cinegrafistas da campanha de Serra foi agredido com varas e bandeiras do PT e teve de ser levado ao Pronto Socorro do Grajaú.Em entrevista concedida no 101º D.P., o deputado Ítalo Cardoso disse também que esta é uma eleição difícil e, portanto, pode acarretar algum tipo de tensão ou acirramento, mas que a orientação dada aos militantes é a de não entrar em provocações.O episódio teve início por volta das 13h45 de hoje, na praça Boener Roschel, onde o vereador e candidato à reeleição pelo PT, Arselino Tatto, tem um comitê.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.