Serra tomou posse como candidato à Presidência, diz Dirceu

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu disse nesta quarta-feira, em seu blog, que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), tomou posse no último dia 1º de janeiro como candidato à Presidência da República em 2010. Após um breve período de férias, Dirceu voltou a postar nesta manhã e considerou o discurso de Serra sobre estagnação, juros e câmbio "puro palanque tucano"."Lula reduziu os juros, que são os mais baixos da história do Brasil, e criou as condições para o inicio de um ciclo de desenvolvimento. O resto é discurso para 2010", afirmou. "Não dá para aceitar as demagogias de Serra. Como na Prefeitura de São Paulo, com a cobertura favorável da mídia, vamos viver de factóides. Governar mesmo, que é bom, nada", acrescentou.Dirceu afirmou que o Estado de São Paulo está afundado em problemas fiscais, vive uma crise de segurança pública, não consegue resolver o problema da Febem e sofre com os alagamentos das grandes cidades durante o verão, e criticou o fato de nenhum desses problemas ter sido citado pelo governador. "O tucano Serra só falou do governo Lula e disse que governará São Paulo voltado para o Brasil. Quem estará voltado para São Paulo será o Brasil - e não o contrário", disse.Na avaliação do ex-ministro, Serra "precisa fazer o dever de casa, que não fez na Prefeitura da Capital (que abandonou depois de 15 meses), inclusive na área social, educação e saúde, pobreza e desemprego". Dirceu criticou também o ex-governador do Estado e candidato derrotado à Presidência da República, o tucano Geraldo Alckmin, a quem acusou de ter deixando uma "herança pesada" nas áreas social e de segurança e de ter abandonado a Grande São Paulo.Sobre o recadastramento dos servidores, ação que Serra adotará para evitar o pagamento de servidores fantasmas, Dirceu afirmou que, se existem, são fruto dos próprios tucanos, que, segundo ele, administram o governo do Estado desde 1982. "Grande parte dos atuais líderes do PSDB estava com Quércia e Fleury. É só conferir, começando pelo vice-governador, Alberto Goldman, e pelo chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho", finalizou.

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